Desenvolver uma nova estratégia para a criação de uma cadeia de valor alimentar local e sustentável em Bissau, a fim de responder aos desafios cruciais da segurança alimentar e das mudanças climáticas, e contribuir para a valorização das profissões agrícolas e para-agrícolas.
Locais de intervenção
Fronteira com o Senegal, a Guiné-Bissau, que abriga uma população de 1,8 milhão de habitantes, é um dos países mais pobres do mundo.
A agricultura constitui o pilar da economia nacional. Ela gera mais de 90% das receitas de exportação, baseando-se principalmente na castanha de caju e no arroz. Apesar desse peso econômico, o país enfrenta um déficit na produção de alimentos e continua fortemente dependente das importações alimentares, o que o torna vulnerável às flutuações dos mercados internacionais.
Em Bissau, as mulheres desempenham um papel importante na atividade agrícola, desde o cultivo até a comercialização dos produtos, contribuindo assim para garantir a alimentação das famílias: elas representaram mais de 90% das produtoras acompanhadas pela ESSOR entre 2020 e 2023. Embora exista uma demanda por produtos agroecológicos em Bissau, as produtoras enfrentam importantes desafios, como o custo das sementes, a falta de competências técnicas e empresariais, as dificuldades de planejamento ou ainda o acesso a cadeias de produção mais rentáveis, como o arroz ou a castanha de caju.
Nossos compromissos
Fornecer formação em profissões agrícolas e para-agrícolas, promovendo a adoção de práticas agroecológicas e a valorização da profissão por meio de módulos de formação em competências sociais, especialmente voltados para mulheres e jovens
Promover o empreendedorismo agrícola para contribuir para o desenvolvimento dos diferentes elos da cadeia produtiva, permitindo ao mesmo tempo que os produtores, especialmente as mulheres, ou os jovens que desejam ingressar nas profissões agrícolas, diversifiquem suas fontes de renda
O projeto em ação
- Formar produtoras-formadoras
- Equipar incubadoras agrícolas e agroalimentares
- Implementar ciclos de Formação Agrícola entre Pares
- Implementar ciclos de Formação Agrícola Participativa Simplificada em uma nova área, Quinamel e Boula
- Acompanhar os participantes no empreendedorismo agrícola
- Realizar ações de sensibilização e comercialização
- Conduzir o desenvolvimento do sistema participativo de garantia que oferece reconhecimento aos produtos agroecológicos das produtoras
- Apoiar microprojetos de adaptação às mudanças climáticas
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O projeto é implementado em parceria com a cooperativa Kabas di Vida, fundada em 2022 por iniciativa de um grupo de mulheres produtoras que se conheceram durante um curso de formação em agroecologia ministrado pela ESSOR e que adotaram a agroecologia. Algumas delas serão formadas como produtoras-formadoras para conduzir a Formação Agrícola entre Pares. A ESSOR continuará também a acompanhá-las no desenvolvimento de suas atividades de comercialização e de defesa da agroecologia.