Chade

Superfície: 1 284 000 km²
População: 10.9 milhões de habitantes
População rural: 74%
Capital: N'Djamena
Língua oficial: Francês e Árabe
Data da independência: 11 de agosto de 1960
Regime político: República
Presidente: Idriss Deby Itno
Moeda: O Franco CFA, 1 euros = 656 CFA
PIB: 122º de 182
Esperança de vida: 49 anos (Banco mundial)
Taxa de alfabetização dos adultos: 34% (Banco Mundial)
Taxa de acesso à água potável: entre 32 e 40%

Índice de desenvolvimento humano: 172º ranking de 177
Religiões: Islam (51%), Cristianismo (35%), Animismo (7%)
Recursos principais: Algodão, painço, amendoins, arroz, batatas
Pessoas vivas abaixo da linha da pobreza: 55%
Grupos étnicos: Sara: 27.7%, Árabe 12.3%, Mayo-Kebbi 11.5%

Contexto de intervenção:

O país é devastado por guerras civis há muitos anos que opõem as forças armadas e os rebeldes. A capital, N'Djamena conta, hoje, com cerca de um milhão de habitantes. Uma pequena parte destes beneficiam há pouco tempo de água de boa qualidade (implantação de torres de água com o apoio da AFD), mas a maior parte da população continua sem acesso à água e consumindo água de poços, mares, ou do rio Chari. O lixo constitui um dos maiores problemas. A eletricidade é quase inexistente e 93% dos habitantes utilizam lamparinas. O número de escolas é muito inferior às necessidades e as salas recebem entre 100 e 150 alunos.

Na capital, a violência só faz crescer há alguns anos com o surgimento de gangs. O êxodo rural põe na cidade muitos jovens condenados à precariedade e isto constitui outro fator gerando a delinquência o qual se acrescenta o alcoolismo muito presente nos bairros entre os jovens. Nada é feito até o presente para combater este flagelo. Não existe nem lugares de lazer, nem quadras de Sport. Enfim, a sociedade civil continua muito pouco implicada no processo de desenvolvimento. Sua organização não favoriza a expressão das mulheres e isto cria fortes desequilíbrios nas relações de gênero. As violências contra as mulheres são muitas. A isto se acrescenta a problemática do HIV, com um número de vítimas crescente e uma soro prevalência na população geral que varia de acordo com as estimações oficiais de 4 a 15% de acordo com as cidades.

              

Pesquisa da ESSOR no Chade:

Realizada com cerca de 1200 jovens de bairros alvos, ela nos permitiu identificar as verdadeiras questões da formação e da inserção profissional. Informações preciosas para orientar as ações do projeto.

As áreas de formação que interessa mais os jovens são: a informática (40%), a hotelaria (31%), a eletricidade (27%), a construção (17%), Cabeleireiros
 (15%) e mecânica (15%). Essas aspirações não estão defasadas com as necessidades do mercado, ao contrário: a estabilidade política parecendo estar instalada no país, o Chade está se tornando um destino de negócios, situação propícia aos setores de hotelaria e de serviços em geral, assim como o da construção e dos trabalhos públicos. Os canteiros de obras deste tipo aumentam em todos os bairros da cidade sem exceção. Este quadro só é ideal na aparência. Si 92% dos jovens entrevistados dizem querer seguir uma formação profissional, eles são forçados a renunciar por causa do custo muito elevado da formação (53%) e os custos de transportes (23%).
Do seu lado, os Centros de Formação são recentes, 18 dos 30 centros interrogados foram criados depois d o ano 2000.  Por outro lado, a análise do diagnóstico revela uma distância entre os jovens e o mundo do emprego. 84% dos jovens nunca procuraram um emprego, 71% não são informados das vagas. Mas segundo os centros de formação (60% deles), a inserção dos diplomas é difícil. É preciso observar que as formações não são suficientemente adaptadas a um público frágil. 73% das formações propostas duram mais de um ano. São formações curtas que registram as taxas de abandono mais fracas, particularmente junto aos jovens vulneráveis. Acrescentemos que 90% das estruturas interrogadas declaram não ter dispositivo de preparação ao auto emprego.
Nota-se que 72% das empresas interrogadas se declaram interessadas por uma colaboração eventual sobre esse projeto.

Em suma, a necessidade se impõe de criar pontes entre estes universos que comuniquem pouco entre eles e de trabalhar para um reforço de capacidades, um apoio técnico e um acompanhamento adequado destes agentes e beneficiados da formação e da inserção profissional. Esta é a direção em que devemos levar nosso projeto Jeun’Action desenvolvido com a parceria local Universidade Popular  com a finalidade de criar uma dinâmica que possa servir aos interesses do nosso público alvo.

ESSOR em parceria com a associação Chadiana Universidade Popular põe em prática projetos de desenvolvimento para os jovens em 4 bairros da capital N'Djamena.